sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

 


- Em 20 de janeiro de 2022 "a mulher do fim do mundo" foi gritar sua voz a outros mundos
A CARNE A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra Que vai de graça pro presídio E para debaixo do plástico Que vai de graça pro subemprego E pros hospitais psiquiátricos A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra Que fez e faz história Segurando esse país no braço O cabra aqui não se sente revoltado Porque o revólver já está engatilhado E o vingador é lento Mas muito bem intencionado E esse país Vai deixando todo mundo preto E o cabelo esticado Mas mesmo assim Ainda guardo o direito De algum antepassado da cor Brigar sutilmente por respeito Brigar bravamente por respeito Brigar por justiça e por respeito De algum antepassado da cor Brigar, brigar, brigar A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra A carne mais barata do mercado é a carne negra


terça-feira, 17 de agosto de 2021

domingo, 18 de julho de 2021

 Alguns conceitos são repetidos inúmeras vezes, mas precisam ser entendidos na sua essência.

Você sabe o que é racismo estrutural?



quarta-feira, 14 de abril de 2021

A queima de nossa história!

 

A Lei Áurea, oficialmente Lei n.º 3 353 de 13 de maio de 1888, foi a lei que extinguiu a escravidão no Brasil. Essa é a data documentada, no entanto, o processo, para já se perpetuava por alguns anos, por exemplo a lei do ventre livre de 1871 que libertaria os filhos de escravos e do sexagenário de 1885, que libertava os escravos maiores de 60 anos. Na verdade, o mundo forçava tal ação no Brasil em especial a Inglaterra por meio da revolução industrial, que demandada de consumidores, ou seja, a manutenção da mão de obra escrava não viabilizaria o crescimento do capitalismo. Pois bem veio a “liberdade” e os escravos, senhores de terras começaram a pressionar o governo Federal para que fosse indenizado pela liberação dos escravos, uma vez que alegavam perca de patrimônio, e além do mais, o que ainda poderiam lucrar, em cima da escravização destas pessoas.

Agora entramos na figura do ministro da fazendo Ruy Barbosa de Oliveira, foi um polímata brasileiro, tendo se destacado principalmente como jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor, orador e “abolicionista”. O então Ministro da fazenda, início da república, começou a sofrer pressão dos senhores que reivindicavam indenização por “aderirem” a abolição. Ruy Barbosa informou-os que não pagaria nada a ninguém, existem relatos que dizem, que o ministro teria afirmado que quem deveria receber indenização eram os escravos, será?

Em 14 de dezembro de 1890, o ministro da Fazenda, Ruy Barbosa assinou um despacho ordenando a destruição de documentos referentes à escravidão. O Estado de 19 de dezembro de 1890 publicou trechos da ordem, que pedia que s registros sobre servidão fossem enviados para a capital, onde se procederia a "queima e destruição imediata deles". Na ocasião o ministro informou que a decisão seria para impedir que os escravagistas tivessem provas, que mais tarde poderiam ser utilizadas contra o governo afim de solicitar as indenizações. Este teria sido o verdadeiro motivo que o fez tomar tal decisão.

 

Mas para os jornais, o documento, o político chamavam a escravidão de "instituição funestíssima que por tantos anos paralisou o desenvolvimento da sociedade e infeccionou-lhe a atmosfera moral ". E, dizia que a república era "obrigada a destruir esses vestígios por honra da pátria e em homenagem aos deveres de fraternidade e solidariedade para com a grande massa de cidadãos que a abolição do elemento servil entrara na comunhão brasileira."

Logo, naquele momento se iniciava, o silenciamento, de um povo que já havia sofrido muito e ainda sofreria muito mais nos anos que se seguiria, pois a senzala mudou de nome e passou a se chamar presidio. Nossa história de onde viemos, quem são nossos antepassados, aqueles guerreiros que foram tirados de suas tribos e escravizados neste país escravocrata, nunca saberemos. No dia 13 de maio de 1891, uma imensa fogueira foi feita, no rio de janeiro, em parça publica para queimar todos os registros oriundos da escravidão no Brasil.


quarta-feira, 7 de abril de 2021

 

Biografia de Maria Firmina dos Reis

A escritora Maria Firmina dos Reis nasceu em 11 de março de 1822, em São Luís, no estado do Maranhão. Por isso, o 11 de março, em sua homenagem, é o Dia da Mulher Maranhense. Era mulata, filha da escrava alforriada Leonor Felipa dos Reis e, possivelmente, de João Pedro Esteves, um homem rico da região. Além de escritora, foi professora primária, de 1847 a 1881, e musicista.

Úrsula, sua obra mais conhecida, foi publicada em 1859, com o pseudônimo de Uma Maranhense. A partir daí, Maria Firmina dos Reis passou a escrever para vários jornais, nos quais publicou alguns de seus poemas. Escreveu uma novela, um conto, publicou um livro de poesias, além de composições musicais.

Em 1880, adquiriu o título de mestra régia. Nesse mesmo ano, criou uma escola gratuita para crianças, mas essa instituição não durou muito. Por ser uma escola mista, a iniciativa da professora, na época, provocou descontentamento em parte da sociedade do povoado de Maçaricó. Assim, a escritora e professora entrou para a história como a fundadora, segundo Zahidé Lupinacci Muzart (1939-2015), da “primeira escola mista do país”. Já aposentada, continuou lecionando em Maçaricó para filhos de lavradores e fazendeiros.

Morreu em 11 de novembro de 1917. Segundo José Nascimento Morais Filho (1882-1958), estava cega e pobre. Sua obra ficou esquecida até 1962, quando o historiador Horácio de Almeida (1896-1983) colocou a escritora em evidência. Recentemente, as pesquisas sobre a vida e obra de Maria Firmina dos Reis e a divulgação do seu nome intensificaram-se, e, aos poucos, a escritora vai sendo integrada ao cânone literário brasileiro.


sexta-feira, 26 de março de 2021

Vocês conhecem o trabalho de Beatriz Nascimento?

Atentem ao pensamento e a dimensão da autora sobre os movimentos sociais e o significado de quilombo presente para essa autora.

Ôrí é um documentário brasileiro de 1989 dirigido por Raquel Gerber. Através da pesquisa e narração da historiadora Maria Beatriz Nascimento, o longa-metragem acompanha entre 1977 e 1988 as atividades do movimento negro nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas.




domingo, 28 de fevereiro de 2021

Disciplina - Sociedade, Educação e Relações Etnicorraciais


Esse é o logo da disciplina Sociedade, Educação e Relações Etnicorraciais , ministrada por mim, Cassiane Paixão em cursos de licenciatura e bacharelado na Furg. A disciplina está vinculada à área de sociologia, no Instituto de Ciências Humanas e da Informação 😊
Atualmente essa disciplina está sendo ofertada nos cursos de Matemática, Pedagogia, Direito, Enfermagem (no campus Carreiros)
Tenham um ótimo semestre!

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Enegreletras UFRGS - Religiosidade na academia: intolerância religiosa e religiões de matriz africana

O intuito do encontro é trazer para dentro da academia o debate sobre a intolerância religiosa, bem como  colocar as religiões de matriz africana no centro, visto que, são as mais marginalizadas e que sofrem com o severo apagamento. 

Foram 300 anos de escravização de pessoas negras, em que toda referência a cultura trazida por africanos foi marginalizada e criminalizada, apesar de alguns avanços, as pequenas mudanças nesse cenário, ainda exigem um longo caminho a se seguir. Ainda hoje as pessoas que fazem parte das religiões de matriz africana sofrem preconceito e são alvos de crimes de ódio que ferem a dignidade da pessoa humana. 

Nós estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pensamos que essas pessoas precisam ter suas especificidades ouvidas e debatidas, para isso, pensamos em fazer atividades que coloquem essas pautas no centro das discussões.

DATA: 04/12/2020
HORÁRIO: 18H00
CONVIDADAS: Indiara, Nina fola e Patrícia Pereira - Mediação de Sandrine Farias
LINK DO CANAL: https://www.youtube.com/watch?v=rKmiZLjTzCs



segunda-feira, 30 de novembro de 2020

PET CONEX POP 10 Anos de (Re) Existência Popular na FURG

O Programa de Educação Tutorial Conexões de Saberes da Educação Popular e Saberes Acadêmicos completa 10 anos e para lembrar dos diferentes momentos,  dos colegas e trabalhos desenvolvidos, iremos realizar um evento virtual nos dias 1  e 2 de dezembro das 20h00 às 22h00, a ser transmitido pelo Canal do YouTube da FURG.


Na programação contaremos, no primeiro dia, com os depoimentos dos egressos do PET, "ex petianos" de diferentes cursos de graduação e que nos ajudarão a lembrar da sua atuação no grupo, o quanto sua passagem nesse programa pode ter contribuído para sua atual formação profissional. No segundo dia, teremos algumas reflexões sobre a Educação Popular em tempos de Pandemia e as consequências para as comunidades tradicionais,  com convidados e convidadas que têm realizado essa discussão no Rio Grande do Sul e no Brasil.


DATA: 1 e 2/12/2020 

INCRIÇÕES: até 30/11/2020 às 23H59 no SINSC <https://sinsc.furg.br/detalheseventos/1341>


domingo, 29 de novembro de 2020

Intolerância religiosa nas escolas

Os casos de intolerância religiosa são crescentes nos ambientes escolares, sendo o seguimento dos professores os que ocupam a 3° posição que mais comete discriminação, ficando atrás de "desconhecidos" e "vizinhos". 

Na postagem de hoje debater-se-á a temática da intolerância religiosa nas escolas, bem como a problematização da sua persistência nesse ambiente, para isso, indica-se o artigo "Casos de intolerância religiosa nas escolas são subnotificados" do Projeto Colabora, o artigo "Intolerância religiosa: alteridade e violência simbólica" de Jeyson Messias Rodrigues, o artigo "Intolerância religiosa  e étnico-raciais em escola de Porto Alegre" do jornal Extra Classe, e o artigo "Escolas da rede pública do Rio incluirão ações sobre intolerância religiosa" do Agência Brasil. 

Fonte: Agência ALESP

Casos de intolerância religiosa nas escolas são subnotificados - disponível no link: <https://projetocolabora.com.br/ods4/casos-de-intolerancia-religiosa-nas-escolas-sao-subnotificados/>

Intolerância religiosa: alteridade e violência simbólica - disponível no link: <https://revistas.ulusofona.pt/index.php/cienciareligioes/article/view/3816>

Intolerância religiosa  e étnico-raciais em escola de Porto Alegre - disponível no link: <https://www.extraclasse.org.br/educacao/2019/11/intolerancia-religiosa-e-etnico-raciais-em-escola/>

Escolas da rede pública do Rio incluirão ações sobre intolerância religiosa - disponível no link: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-04/escolas-da-rede-publica-do-rio-incluirao-acoes-sobre-intolerancia>

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Palestra da Profa. Fátima Lima no Grupo de Estudos em Epistemologias Negras do NEABI-FURG

A palestra "As velhas terão sonhos, as jovens terão visões" - Bio-necropolítica genderizada e a persistência de mulheres negras/indígenas na Améfrica será apresentada pela professora Fátima Lima da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Grupo de Estudos em Epistemologias Negras do NEABI-FURG. 

Data: 20/11/2020 
Horário: 14h 
Inscrições: até o dia 19/11/2020 pelo e-mail <biblioneabi@gmail.com> informando o nome e CPF


O que é o dia da consciência negra?

Celebrado pela primeira vez em 1971, o conceito evoca o sentimento de aclamação e aceitação das origens africanas na formação do povo brasileiro.


, do Escola e Educação


Via: Portal Geledés - 14/11/2020


Consciência negra pode significar, em suma, a percepção da pessoa negra em relação às suas origens, no entendimento das raízes culturais e históricas dos seus antepassados.


A consciência negra também representa a identificação da causa e luta dos ancestrais africanos que desembarcaram no Brasil e trouxeram consigo toda a cultura, costumes e tradições do seu povo. É ter em mente que a escravidão foi abolida, mas que ainda há muita coisa a ser mudada no que diz respeito aos direitos da pessoa negra.


O conceito também traduz o sentimento de pertencimento do negro, não como apenas um “apêndice” da sociedade dominada pela classe branca, mas como um ser de valor e que faz parte da formação identitária do Brasil.


Dia da Consciência Negra


A cada ano, é celebrado no dia 20 de novembro o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida em menção ao dia da morte de um dos maiores líderes anti escravagistas: Zumbi. O objetivo é trazer como reflexão a importância do povo e da cultura africana na construção do nosso país.


O preconceito ainda existe, e uma das formas de combatê-lo é discutindo e expondo as mazelas enraizadas no dia a dia da sociedade brasileira.


Último líder de um dos maiores quilombos do Brasil, o de Palmares, Zumbi enfrentou as investidas da Coroa portuguesa em defesa dos escravos que fugiam do trabalho desumano e das torturas vigentes nas fazendas da época.


Na época, Palmares era o maior quilombo do país, chegando a receber, em seu auge, cerca de 30 mil escravos fugitivos. A região onde estava localizado pertencia à capitania de Pernambuco, hoje atual cidade de União dos Palmares, município de Alagoas.
Prestes a se tornar uma lenda, no ano de 1965 da referida data, Zumbi é morto aos 40 anos por agentes do governo e partes do seu corpo foram expostas em praça pública, na cidade de Recife.


Para relembrar os feitos históricos e a luta pelos direitos da pessoa negra, em 9 de janeiro de 2003, foi incluído no calendário escolar atividades referentes ao Dia da Consciência Negra. Assim, tornou-se obrigatório o ensino sobre a história e cultura afro-brasileiras nas escolas, por meio de projetos e ações que tratem de temas, como: a luta dos negros no Brasil e seu papel na sociedade, cultura afro brasileira, identificação de etnias, discriminação, inserção do negro no mercado de trabalho e etc.


A Lei 12.519/2011 que institui oficialmente a data no calendário de comemorações foi sancionada apenas em 2011, tornando-se feriado em mil municípios.

Feriado nacional?


Datas de “alta significação” são por lei consideradas comemorativas, mas isso não quer dizer que sejam feriado nacional. O Dia da Consciência Negra é um desses casos.


Contudo, em 2013, foi apresentado um projeto de lei (ainda em tramitação) à Câmara dos Deputados que sugere tornar a data feriado nacional.


Enquanto isso, veja quais os estados e municípios brasileiros adotaram a Consciência Negra como feriado:
Alagoas – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 5.724/95;
Amazonas – Todos os municípios, Lei nº 84/2010;
Amapá – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 1169/2007;
Bahia – 3 municípios;
Espírito Santo – 2 municípios;
Goiás – 4 municípios;
Maranhão – 1 município (Pedreiras);
Minas Gerais – 11 municípios;
Mato Grosso do Sul – 1 município (Corumbá);
Mato Grosso – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 7879/2002;
Paraná – 3 municípios;
Rio de Janeiro – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 4007/2002;
Rio Grande do Sul – Todos os municípios – facultativo, Lei Estadual nº 8.352;
São Paulo – 102 municípios;
Tocantins – 1 município (Porto Nacional).

terça-feira, 3 de novembro de 2020

ERGUE A VOZ, PRETA!

Você conhece o novo projeto do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal do Rio Grande (NEABI-FURG)? 

O "ERGUE A VOZ, PRETA!" tem como objetivo criar um espaço de difusão e troca de saberes, vivências e escritas poéticas de mulheres pretas, a proposta busca transpassar os muros da FURG e da bolha acadêmica para propiciar um ambiente de interação. 

Então se você, mulher preta, tem alguma escrita perdida por aí ou deseja produzir, envie para o e-mail: biblioneabi@gmail.com, as publicações serão feitas no blog do projeto e no Instagram do NEABI-FURG. 

ENVIE SEU TEXTO CONFORME O MODELO ABAIXO: 

[TÍTULO DO TEXTO]

[TEXTO]

[ASSINATURA DA AUTORA] - Caso não queira se identificar, é possível criar uma pseudônima! 

OBS. Todos os textos enviados serão automaticamente publicados, então a autorização de publicação estará subentendida pelo ato de enviar o texto!!  




terça-feira, 27 de outubro de 2020

Bem no meio da encruzilhada

O artigo "Bem no meio da encruzilhada" de Vanda Machado, debate o aparato histórico do racismo religioso, a interseccionalidade entre as religiões de matrizes africanas e o mulherismo, bem como, as táticas coloniais de repressão religiosa. 

Tenham uma boa leitura! 

Foto: Mariana Maiara
 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A PENSADORA É... LÉLIA GONZALEZ

 A indicação de conteúdo de hoje, é o vídeo A PENSADORA É... LÉLIA GONZALEZ do Canal Pensar Africanamente. O vídeo conta com o diálogo entre Sueli Carneiro, Vilma Piedade, Ieda Leal, Thula Pires e Silvany Euclência sobre a trajetória e o marco que Lélia Gonzalez representa para o estudo da linguística, militância e debates que tangem raça, classe e gênero.



Lélia Gonzalez vive!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Chavoso da USP: O funk consciente e as políticas econômicas brasileiras

Já se perguntou qual o motivo de estilos musicais ou manifestações periféricas sofrerem tantos ataques? 


A cultura periférica é marginalizada e subalternizada pela classe dominante, porém, nos últimos anos podemos observar o crescente consumo do dito "funk proibidão" por essa mesma classe, ao passo que o "funk consciente" é repudiado, você sabe por quê? 


Se liga na explicação que o Chavoso da USP dá para esse fenômeno: 




terça-feira, 13 de outubro de 2020

Fórum das Licenciaturas 2020 - Nova Política de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da FURG.

No ano de 2020 o PANGEA trabalhou intensamente na reelaboração do Projeto Institucional de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da FURG. O trabalho teve como objetivo atender tanto novas perspectivas da legislação, quanto da realidade da formação de professores. Nesse momento, queremos socializar com a comunidade a minuta construída e buscar sua colaboração para que possamos aprovar nos órgãos superiores a nova Política de Formação Inicial e Continuada de Professores da educação Básica da FURG. 
 
Lembramos que ao se inscrever no evento o/a participante receberá o documento em análise para estudo. Os Gt's discutirão o documento a partir dos destaques que os/as participantes trouxerem ao debate nas reuniões conforme previsto na programação do Fórum. 



Inscreva-se em: https://sinsc.furg.br/detalheseventos/1306

Programação do Fórum:
 
21/10 - 18h Live Profissão Professor - Apresentação da Minuta do Projeto Institucional de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica - FURG. Canal da FURG no YouTube
 
22/10 - 9h GT's de análise da Minuta - os coordenadores dos GT's enviarão o link da reunião aos/às inscritos/as por e-mail. 
 
30/10 - 9h Fórum das Licenciaturas - Plenária Final de Aprovação do Documento - será enviado link da reunião para todos e todas participantes.
 
Não se esqueça de se inscrever em um dos GTs, para análise e discussão do Projeto Institucional de Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da FURG, a minuta encontra-se no link para leitura. 



segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Enfermeiras negras negligenciadas na nossa história

Você já pensou sobre a história da saúde no Brasil e no mundo? Sobre as histórias e pessoas que conhecemos?

Separamos nessa publicação uma matéria do Guia Negro que reverência as histórias de enfermeiras negras, acesse o texto completo no link.




O canal Afrobetizando de Yolanda Fruntuoso, também discorre sobre o tema, acompanhe:




segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Fórum Permanente sobre Genocídio e Crimes contra a Humanidade - Povos Indígenas: cultura e morte

A Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo (ESA OAB-SP), promoverá o Fórum Permanente sobre Genocídio e Crimes contra a Humanidade - Povos Indígenas: cultura e morte. O evento é gratuito e online, acontecerá no dia 22/10/2020 às 17h. 

Inscreve-se aqui

Tema - Povos Indígenas: cultura e morte.
 
Prof. Dr. João Paulo Jeannine Andrade Carneiro
 
Prof. Denizom Moreira de Oliveira
 
Mediadora: Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro
 
Professores-Convidados: Denizom Moreira de Oliveira, João Paulo Jeannine Andrade Carneiro e Maria Luiza Tucci Carneiro. 

ELEIÇÕES 2020 - RIO GRANDE DO SUL

Em 2020 teremos eleições para o executivo e legislativo da esfera municipal, diante disso, o G1 realizou o levantamento do perfil dos candidatos à Prefeitura e à Câmara de Porto Alegre. Constatou-se que os candidatos são predominantemente homens brancos com ensino superior completo, enquanto a maioria da população é composta por mulheres com menor grau de instrução.  

Leia a reportagem


Prefeitura de Porto Alegre — Foto: Joel Vargas / PMPA

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Texto - Racismo disfarçado de ciência: como foi a eugenia no Brasil

Na postagem de hoje, usaremos o texto do site Super Interessante para refletirmos sobre o processo de eugenia no Brasil e o racismo velado através da ciência, com a política do Estado de embranquecer a população brasileira. 


"A Redenção de Cam" (1895), de Modesto Brocos - Edusp

 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Racismo Estrutural e COVID-19

Em meio a pandemia de COVID-19 sabemos que os mais afetados tem classe e raça, à vista disso, é fundamental debatermos a partir da proposta de vídeo (abaixo), a negligência do Estado em divulgar os dados sem os recortes de raça, gênero e classe.





sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Logo da disciplina 2020

Nesse momento, ainda mais digital, o blog terá postagens de reportagens, vídeos, anúncios de live que nos indicam repensar nossa sociedade e  as relações etnicorraciais na pandemia. 

                                               

domingo, 22 de setembro de 2019

Grupo de Estudos Feminismo Negro (Segundas - 11H às 12h30)


Resultado de imagem para memórias da plantação

O Grupo de Estudos Feminismo Negro têm por objetivo debater textos de autoras negras que se propõe à refletir sobre temáticas como raça, gênero, cultura, política e etc., em uma perspectiva interseccional e relacional com a realidade de mulheres negras. Nesta edição, vamos nos dedicar a leitura do livro Memórias de Plantação - Episódios de racismo da autora Grada Kilomba, publicado no ano de 2015. Serão três capítulos por encontro, onde compartilharemos as nossas perspectivas, sentimentos e vivências. Os encontros são abertos para todes, e o texto será disponibilizado por e-mail.

Os encontros acontecerão na sala B2 (sala do NEABI-FURG), Anexo 4. Para se inscrever é preciso enviar nome completo, nº de matricula e CPF para neabi.furg@gmail.com com o título “Grupo de Estudos Feminismo Negro”.

OBS: Os encontros são quinzenais. 23/09 - 1° encontro do Grupo de Estudos. 1. Introdução (27) 2. A máscara (38) 3. Quem pode falar? (47) 07/10 - 2° encontro 4. Dizendo o indizível (71) 5. Racismo genderizado (93) 6. Políticas Espaciais (111) 21/10 - 3° encontro 7. Políticas do Cabelo (121) 8. Políticas de Pele (145) 9. Políticas Sexuais (133) 04/11 - Quarto encontro 10. A palavra N e o Trauma (155) 11. Segregação e Contágio Racial (167) 12. Performando a Negritude (171) 18/11 - Quinto encontro 13. Suicídio (187) 14. Cura e Transformação (197) 15. Descolonizando o Eu (21)

Movimento de Eugenia no Brasil


Eugenia é um termo que veio do grego e significa ‘bem nascido’. “A eugenia surgiu para validar a segregação hierárquica”, explica ao VIX a pesquisadora Pietra Diwan, autora do livro “Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo”. 

(link da reportagem)




quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena

Vamos pensar o que significa estudar a "História e a Cultura Afro-brasileira e Indígena'' em nossos currículos? Segue a indicação para darmos início ao debate:



terça-feira, 7 de maio de 2019

BRASIL É O PAIS MAIS NEGRO DA AMÉRICA LATINA

Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Brasil destaca-se como o paÍs que contém a maior população negra da América Latina, conforme imagem abaixo:



segunda-feira, 6 de maio de 2019

Cinema preto: 21 filmes para entender a relação da comunidade negra com sua cultura e com o racism

Estamos em 2018, mas a presença negra nos cinemas – e no universo do entretenimento em geral – ainda é um obstáculo longe de ser superado, como nós já vimos em alguns casos recentes. Mas há uma forte cena representativa da comunidade surgindo nos últimos anos, com filmes que fizeram sucesso e marcaram presença firme nas principais premiações hollywoodianas.
Neste mês da consciência negra, destacamos aqui 
via Hypeness, 21 filmes que no passar dos anos, retrataram a problemática de raça com os mais diversos pontos de vista, ajudando a enriquecer o debate em cima da valorização da identidade preta e também dando contexto histórico para quem quer entender um pouco mais sobre o tema. Veja abaixo:


1. Pantera Negra 

O primeiro filme solo deste herói da Marvel traz uma ode ao protagonismo negro nas telonas. Na história, T’Challa (Chadwick Boseman), retorna ao reino de Wakanda após a morte do pai para participar da cerimônia de coroação. O longa faz menções claras sobre a evolução tecnológica dos países africano, além de trazer um ponto de vista crítico sobre a relação entre pessoas negras de origens distintas.

2. Corra! 

O thriller gira em torno de um casal interracial formado por Chris (Daniel Kaluuya), um jovem negro, e Rose (Allison Williams), uma garota branca de família tradicional. Os dois aproveitam um final de semana para viajar ao interior para que o sujeito seja apresentado à família dela. Chris tem que lidar com uma série de situações tensas envolvendo as pessoas que conhece nessa experiência, em uma temática que debate com força a questão de racismo velado que sempre passa despercebido na sociedade.

3. Moonlight

Concentrado na trajetória de Chiron, o filme ganhador de três Oscar em 2017, trata, entre diversas questões, sobre a busca identitária e de autoconhecimento por parte de um homem negro que sofre com bullying desde pequeno e tem proximidade com questões de vulnerabilidade social, como tráfico, pobreza e rotina violenta.

4. BlacKkKlansman

Dirigido por Spike Lee, a obra, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (22), trata de um policial negro do Colorado que, em 1978, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com a seita por telefonemas e cartas. Quando precisava estar pessoalmente, enviada um policial branco no lugar. Assim, Ron Stallworth conseguiu se tornar líder do grupo, sabotando uma série de crimes de ódio cometidos pelos racistas.

5. Django

O filme de Tarantino conta a história de Django (Jamie Foxx), um negro escravizado que é libertado pelo Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um assassino de aluguel. Junto dele, Django foi em busca de sua esposa, que foi separada dele em uma das casas onde os dois foram escravizados. Nessa jornada, o herói enfrenta uma série de situações racistas que aconteciam nos Estados Unidos na época, com referência a casos que ocorrem até os dias de hoje.

6. Ó paí, Ó

Protagonizado por Lázaro Ramos, o longa retrata a vida de pessoas que moram em um cortiço no Pelourinho durante o período de carnaval. A história traz uma série de referências a conflitos raciais e violência contra jovens negros na capital baiana, que não difere da realidade que se vê em outras metrópoles do Brasil.

7. 12 Anos de Escravidão

Um dos mais difíceis filmes de se assistir sobre esse período, 12 Anos de Escravidão mostra a vida de Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um negro liberto que vive com a família no norte dos EUA e trabalho como músico. Só que ele acaba sendo vítima de um golpe que o faz ser levado para o sul do país e como escravizado, onde passa a sofrer cenas trágicas e difíceis de digerir.

8. Ali

O longa biográfico fala sobre a vida de Muhammad Ali entre 1964 e 1974. Além de retratar a ascensão do lutador no boxe norte-americano, o filme também mostra como o esportista, vivido por Will Smith, se relacionava com movimentos de orgulho e luta negra, dando ênfase para a amizade que Ali tinha com Malcolm X.

9. Histórias Cruzadas

De 2011, o filme se passa em uma pequena cidade no sul dos Estados Unidos numa época em a descriminação racial começava a ser debatida na sociedade norte-americana, muito por conta da presença de Martin Luther King. A trama tem Skeeter (Emma Stone) como protagonista. Ela é uma garota da alta sociedade que quer se tornar escritora. Com interesse no debate racial, ela busca entrevistar uma série de mulheres negras que se viram obrigadas a abandonar suas vidas para cuidar da criação dos filhos.

10. A Hora do Show

Em mais uma direção de Spike Lee, o filme tem Pierre Delacroix (Damon Wayans), um escritor de séries de TV em crise com seu chefe, como protagonista. Sendo o único negro da sua equipe, Delacroix propõe a criação de um show que é estrelado por dois mendigos negros, denunciado a forma estereotipada como a raça é tratada na TV. O objetivo do escritor era ser demitido com essa proposta, mas o programa acaba se tornando um grande sucesso entre o público norte-americano, que não se toca do viés crítico da obra.

11. Conduzindo Miss Daisy

Um clássico do cinema, o filme se passa em 1948. Uma rica judia de 72 anos (Jessica Tandy) passa a ser obrigada a se locomover com um motorista após bater seu carro. Só que o rapaz (Morgan Freeman) é negro, o que a faz ter de enfrentar uma série de visões racistas que possui em vista de conseguir se relacionar com o empregado.

12. A Cor Púrpura

Outro clássico, o filme conta a história de Celie (Whoopi Goldberg), uma mulher negra marcava por uma série de abusos durante a vida. Ela foi violentada pelo pai aos 14 anos e, desde então, tem enfrentado repressões causadas pelos homens que passam pela sua vida.

13. Mississipi em Chamas

Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) são dois agentes do FBI que investigam a morte de três militantes negros contra a segregação racial. As vítimas viviam em uma pequena cidade dos Estados Unidos onde o racismo é visível e a violência contra a comunidade negra faz parte da rotina.

14. Duelo de Titãs

Herman Boone (Denzel Washington) é um técnico de futebol negro contratado para trabalhar nos Titans, um time de futebol americano dividido pelo racismo. Mesmo sofrendo com o preconceito por parte de seus próprios jogadores, ele aos poucos vai conquistando a confiança de todos com seu trabalho, mostrando um pouco de que tipo de obstáculo pessoas negras precisam enfrentar para conquistarem respeito.

15. Coach Carter

Carter (Samuel L. Jackson) é técnico de um time de basquete colegial em uma comunidade negra e pobre dos Estados Unidos. Com o pulso firme, ele impõe uma série de sanções que provocam fúria na comunidade. Mas, aos poucos, Carter consegue deixar claro que seu objetivo é empoderar jovens negros para que enfrentem as mazelas do racismo no mundo lá fora.

16. À Procura da Felicidade

Um clássico, o filme conta a luta de Chris Gardner (Will Smith), um empresário com sérios problemas financeiros, que perde a esposa e passar a cuidar sozinho de seu filho, Christopher (Jaden Smith). O drama mostra as dificuldades e desafios impostos a negros de origem humilde que buscam uma oportunidade para sustentar a família.

17. Fruitvale Station – A Última Parada

Oscar Grant (Michael B. Jordan) perde o emprego após chegar constantemente atrasado. O filme mostra os momentos que Grant vive com sua filha e a mãe dela, Sophina (Melonie Diaz), antes de ser abordado de forma violenta pela polícia dos Estados Unidos.

18. Faça a Coisa Certa

Em uma mais obra de Spike Lee, o diretor também vive um entregador de pizzas que trabalha para um ítalo-americano em Bedford-Stuyvesant, no Brooklyn, região predominantemente negra dos Estados Unidos. Sal (Danny Aiello), dono da pizzaria, costuma pendurar fotografias de ídolos ítalo-americanos do esporte em seu estabelecimento. Mas a falta de negros nas paredes faz com que a comunidade passe a questioná-lo, o que traz um clima de animosidade que não acaba bem.

19. What Happened, Miss Simone?

O documentário, produzido pela Netflix, traz depoimentos e cenas raras para retratar a vida da pianista, cantora e ativista pelos direitos dos negros e das mulheres em época de grande tensão civil nos Estados Unidos. Nina Simone, tida como uma das artistas mais importantes – e incompreendidas – do século passado, é vista de forma mais crua e transparente como poucas vezes vimos antes.

20. Bem vindo a Marly-Gomont

Seyolo Zantoko (Marc Zinga) é um médico que acabou de se formar em Kinshasa, capital do seu país natal, o Congo. Ele decide ir para uma pequena comunidade francesa por conta de uma proposta de trabalho e, junto da família, precisa enfrentar o racismo de frente para alcançar seus objetivos.

21. Os Panteras Negras: Vanguarda da Revolução

O documentário de 2015 da Netflix reúne fotografias, cenas históricas e depoimentos de Panteras e agentes do FBI para compreender a trajetória do movimento, a mais importante organização civil dos Estados Unidos no século passado, que utilizou de diversas estratégias para combater o racismo e a violência policial que vitimava a comunidade negra com frequência